·
O Barroco mineiro: com o
dinheiro arrecadado entre os filiados, as irmandades patrocinavam a construção
e a decoração de igrejas e capelas, entre outros empreendimentos. No final do
século XVIII, a Ordem Terceira de São Francisco de Assis, cujos membros eram da
elite colonial mineira (ou seja, brancos e ricos), encomendou ao artista Manuel
da Costa Ataíde (1762 – 1830) a decoração de parte da igreja da irmandade,
construída em Vila Rica (atual Ouro Preto). Nas pinturas que fez no teto dessa
igreja, Ataíde mostra seu domínio da técnica de pintura ilusionista conhecida
pelo nome francês de trompe l’oeil (que engana o olhar). Nessa técnica,
por meio da perspectiva, o artista cria uma impressão visual de
profundidade e a ilusão, para o observador, de estar diante de uma cena real,
em três dimensões. Observe a pintura abaixo e note que as colunas pintadas por
Ataíde parecem ser as colunas da igreja que avançavam para o alto, sugerindo
que o teto se abre para o céu. A cena representa a Assunção de Nossa Senhora.
De acordo com a Igreja católica, é a subida do corpo e da alma da Virgem Maria
ao céu, ao final de sua vida terrena. Mestre Ataíde pintou uma Virgem Maria com
traços bem brasileiros, cercada de anjos e querubins mestiços. Essa pintura
é considerada um dos principais exemplos do Barroco brasileiro. O
Barroco foi um estilo artístico que surgiu na península Itálica em fins do
século XVI, em parte como reação ao Renascimento e caracterizado por formas rebuscadas.
Foi o estilo dominante na colônia portuguesa da América até o começo do século
XIX. Sua expressão máxima foi a produção dos artistas das Minas Gerais no
século XVIII. Com o enriquecimento da região, as igrejas mineiras receberam
grandes volumes de doações, que criaram condições para o desenvolvimento de um
estilo arquitetônico conhecido como barroco colonial, inspirado no
barroco europeu, mas com características próprias, com destaque para o artista Antônio
Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A decoração de muitas igrejas e a
composição de uma série de esculturas de pedra sabão e de madeira, espalhadas
ainda hoje por várias cidades de Minas Gerais são atribuídas a ele.
·
1) A pintura cobre todo o teto da igreja, dando ao
observador a impressão de que esse teto não existe. O artifício cria a ilusão
de que estamos vendo diretamente o céu. Segundo a doutrina católica, o céu é o
destino de todos os fieis e nele estão os anjos e os santos por toda a
eternidade.
·
2) A cor azul simboliza o sobrenatural e o
desconhecido, assim como o êxtase diante da vida eterna. O azul dá a ilusão de
infinito e atrai para a fé.
·
3) A cor vermelha simboliza a caridade, o amor e a
adoração a Deus, a proteção diante do infinito desconhecido.
·
4) No centro da composição está Maria. De rosto arredondado,
ela tem traços mestiços: pele morena, olhos escuros, nariz levemente achatado,
cabelos crespos. Alguns estudiosos acreditam que Ataíde usou como modelo sua
companheira, Maria do Carmo Raimunda da Silva.
·
5) A Virgem parece estar sentada em um trono de
nuvens: esse recurso ajuda o observador a imaginar a subida do corpo de Maria.
As nuvens emolduram e servem de apoio à composição da cena central.
·
6) Os anjos, mestiços na maioria, tocam diversos
instrumentos ou têm nas mãos apenas uma partitura. Com estas referências,
Ataíde representa a importância da música no universo religioso: acreditava-se
que, após a morte, os fieis entravam no céu acompanhados por coro e orquestra.
·
7) As colunas pintadas no teto dão a impressão de
que as paredes e os pilares da igreja continuam no forro, criando a perspectiva
e direcionando o olhar do observador para o ponto central da cena.
·
A atuação das irmandades: nos
primeiros anos da atividade mineradora, as ordens religiosas foram proibidas de
se estabelecer em Minas. A Coroa portuguesa temia que seus membros
contrabandeassem ouro para fora do território colonial. Essa medida incentivou
o surgimento de agremiações religiosas formadas por leigos (que não pertenciam
ao clero). Conhecidas como irmandades, confrarias ou Ordens Terceiras,
elas eram organizações religiosas e também profissionais que prestavam
assistência a seus membros. Para que uma irmandade funcionasse era necessário
que tivesse seus estatutos aprovados por uma autoridade da Igreja católica. As
irmandades promoviam: o culto a seus santos padroeiros, a cooperação entre seus
membros para construir, reformar ou ornamentar uma igreja, a assistência mútua entre
seus integrantes. A assistência era de ordem material (protegendo as
suas famílias da pobreza) e espiritual, garantindo aos integrantes apoio
na hora da morte (missa de corpo presente, sepultamento digno e orações em sua
intenção).
·
Havia irmandades de brancos, outras de mestiços e
de negros. Havia também irmandades de ricos e outras de pobres. Vivendo em uma
época em que não podiam frequentar as irmandades nem as “igrejas de brancos”,
os negros fundaram suas próprias irmandades, sendo as mais requeridas as de
Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e São Benedito. Uma delas foi a Irmandade
dos Homens Pretos de Salvador, um espaço associativo de ajuda mútua e de
manutenção de uma identidade negra, fundada em 1685 por mulheres e homens
originários da região onde hoje é Angola. Além da assistência dada a seus
associados na doença, na velhice e na morte, a irmandade se empenhava também em
conseguir dinheiro para a compra de cartas de alforria. A igreja-sede da
irmandade começou a ser construída por escravizados e libertos em 1704 e foi
reformada recentemente; situadas no largo do Pelourinho, a irmandade e sua
igreja foram e continuam sendo um dos centros de apoio à população negra de
Salvador.
· Em 1703, Portugal e Inglaterra assinaram o Tratado
de Methuen (Tratado dos panos e vinhos), que assegurava a livre entrada
dos vinhos portugueses no mercado inglês. Em troca, a Inglaterra teria a
garantia dos mesmos benefícios para seus produtos manufaturados no mercado
português. Para pagar os produtos que precisava importar, Portugal repassava
para a Inglaterra boa parte do ouro e diamantes da América portuguesa; o
metal retirado dos atuais territórios brasileiros também contribuiu para
dinamizar o desenvolvimento capitalista europeu, beneficiando banqueiros
e empresários ingleses. Evidentemente, as dificuldades do desenvolvimento
industrial português não se devem apenas a este tratado, mas também à tradição
da sociedade portuguesa da época, em boa medida, atrelada a valores e
mentalidade medievais.
Texto
complementar
Hoje em dia se fala muito em fontes
alternativas de energia. Novos métodos para se obter energia abundante e limpa
seguem sendo estudadas. Um exemplo vem do Brasil: o álcool. O Brasil não
produz todo o petróleo de que precisa. Por isso compra de outros países a
quantidade que falta. Para evitar que o país gaste muito dinheiro com essa
compra e para reduzir a necessidade de combustíveis como a gasolina e o óleo
diesel, os pesquisadores descobriram que a cana-de-açúcar pode fornecer o
álcool, um combustível alternativo para os automóveis. O melhor dessa história
é que a cana, produto típico do Brasil, é uma fonte renovável de energia, pois
pode ser plantada na quantidade de que precisamos. Outro ponto é que a produção
do álcool, assim como a sua queima para fazer carros andarem, polui menos o ar
do que a transformação do petróleo e a queima dos combustíveis que derivam
dele.
Adaptado de: ROVERE, Emílio Lèbre la. Energia
elétrica: economizar no que for preciso, 2014.
POVO GUERREIRO
Criolo
Povo guerreiro, bate tambor
Comemora a liberdade
Mas a igualdade não chegou
Nossos ancestrais
Lutaram pela liberdade
Contra tudo e contra todos
O negro nunca foi covarde
Fugiu das senzalas
Refugiou se nos quilombos
Conquistou a liberdade
Mas em busca da igualdade
Ainda sofre alguns tombos
No pós liberdade
O negro foi marginalizado
Teve a alma aprisionada
Com as algemas da desigualdade
Hoje refugiado em favelas
Onde a vida tem suas mazelas
Combate a miséria, o preconceito e a adversidade
A igualdade e o respeito
Mais do que anseios
Também são necessidades
AGOSTO💓
AULA DIA 31/08: CONTINUAMOS AS APRESENTAÇÕES DE TRABALHO E FALAMOS SOBRE O IMPÉRIO SONGAI (PÁGINA 189 DO LIVRO DIDÁTICO)
AULA DIA 30/08: INICIAMOS AS APRESENTAÇÕES DE TRABALHO BIMESTRAL.
AULA DIA 27/08: TEMÁTICA: REINO MALI (PÁGINAS 188 E 189 DO LIVRO DIDÁTICO)
AULA DIA 24/08: INICIAMOS O CAPÍTULO 10 (PÁGINAS 186 E 187 DO LIVRO DIDÁTICO - REINO MALI)
AULA DIA 23/08: FALAMOS SOBRE A DIVERSIDADE DE POVOS QUE COMPÕEM O BRASIL E SOBRE AS DOENÇAS MAIS COMUNS NO SÉCULO XVI, OBSERVANDO O QUADRO ABAIXO:
·
De fato, era comum os
bandeirantes contraírem gripes, reumatismos e bronquites por terem ficado
várias horas com a roupa encharcada no corpo; anemia por alimentação fraca e
infecções resultantes de picadas de insetos. Os remédios para essa e outras
enfermidades eram retirados da própria natureza. Para o reumatismo usavam banha
animal, geralmente da capivara; para a bronquite, fubá, que era cozido enrolado
em pano e posto sobre o peito; para a anemia, limões, laranjas e agrião; para
as infecções, folha de fumo cozida misturada com aguardente. Nas viagens
levavam também, muitas vezes, sal e pinga para as mordidas de cobra e um
instrumento cirúrgico chamado lanceta para realizar sangrias. Veja a tabela a
seguir:
|
O
BRASIL DO SÉCULO XVI E SUAS DOENÇAS |
|||||
|
Nome
da doença |
Gripe |
Sarampo |
Pneumonia |
Doença
de Chagas |
Malária |
|
De onde veio a doença |
Nativa da
Europa. Há relatos de sua existência desde a Grécia Antiga. |
Nativa da
Europa. |
Nativa da
Europa. |
Nativa da
América. |
Nativa da
África. |
|
Forma de transmissão/contaminação |
Gotículas de
saliva emitidas com a tosse ou espirros. |
De pessoa
para pessoa, geralmente através da tosse, espirros, fala ou respiração. |
Bactérias,
vírus, fungos ou reações alérgicas. |
Picada de
inseto (chamado de “barbeiro”). |
Picada de
inseto. |
AULA DIA 20/08: FIZEMOS ATIVIDADE EM AULA (TEXTO+PERGUNTAS), QUE FOI ENVIADO EM PDF PARA OS ALUNOS (CUJA CORREÇÃO ESTÁ NA PÁGINA DE GABARITOS).
AULA DIA 17/08: TEMÁTICA: OS TRATADOS DE FRONTEIRA E A GUERRA GUARANÍTICA (PÁGINAS 178 E 179 DO LIVRO DIDÁTICO). VIMOS TAMBÉM OS VÍDEOS ABAIXO, SOBRE O LÍDER INDÍGENA SEPÉ TIARAJÚ.
AULA DIA 16/08: TEMÁTICA: A COLONIZAÇÃO DO SUL (PÁGINAS 176 E 178 DO LIVRO DIDÁTICO), ALÉM DO VÍDEO ABAIXO SOBRE AS MISSÕES DO SUL. APRESENTAMOS TAMBÉM O BILHETE DE TRABALHO DO 3°BIMESTRE.
CENTRO EDUCACIONAL SABER É VIVER
TRABALHO BIMESTRAL DE HISTÓRIA
7°ANO
Com o objetivo de revisar
e integrar os conteúdos tratados até o momento (capítulos 7,8 e 9 do livro
didático) e com o intuito de exercitar a desenvoltura e criatividade dos
alunos, nosso trabalho bimestral será: faça um PODCAST ao vivo,
criando 2 (duas) manchetes (temas ou conteúdos), baseando-se em fatos
históricos dos capítulos acima citados. Fique atento à ordem cronológica (a
ordem dos acontecimentos históricos), à lógica e à sequência dos fatos. Para a
realização do trabalho, considere:
- Você pode escolher
apenas 1 (um) dos capítulos ou entrelaçar 2 (dois) ou mais temas de capítulos,
contanto que seja respeitada a sequência de fatos e datas.
- Você pode incluir no seu PODCAST: os personagens históricos, lugares
relacionados ao tema, como se o fato estivesse acontecendo no exato momento em
que você fala e noticia tal acontecimento. Você também pode incluir convidados
no momento da apresentação. O importante é que tenha um conteúdo, fruto
de sua pesquisa sobre o tema que escolher para desenvolver seu podcast. Abuse da criatividade!!!
*O trabalho será
APRESENTADO EM AULA, nos dias 30 e 31/08/2021 e dia 03/09/2021.
Valor: 13,0 pontos
AULA DIA 13/08: VER A PÁGINA DE GABARITOS (CORREÇÃO DO DEVER DA PÁGINA 181 DO LIVRO DIDÁTICO)
AULA DIA 10/08: TEMÁTICA REFERENTE À PÁGINA 171 (AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA, O GADO E SUA EXPANSÃO). DEVER PARA DIA 13/08: PÁGINA 181, ATIVIDADES 1,2 E 3.
AULA DIA 09/08: TEMÁTICA: O COTIDIANO DOS BANDEIRANTES E VISÕES SOBRE ELES (PÁGINA 176 DO LIVRO DIDÁTICO)
AULA DIA 06/08: VIMOS MATÉRIA REFERENTE AOS TIPOS DE BANDEIRISMO (PÁGINAS 172 E 173 DO LIVRO DIDÁTICO)
AULA DIA 03/08: INICIAMOS O CAPÍTULO 9 (PÁGINA 170 DO LIVRO DIDÁTICO), E VIMOS O VÍDEO ABAIXO, UM RESUMO DO QUE FOI A EMPRESA COLONIAL PORTUGUESA NA AMÉRICA.
AULA DIA 02/08: RECAPITULAMOS ALGUNS PONTOS DO CAPÍTULO 8, PARA FINALIZÁ-LO.
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Índios
Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender:
O que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente
Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo deus foi morto por vocês
Sua maldade então, deixaram deus tão triste
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo o que eu ainda não vi
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo o que eu ainda não vi
Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui
Compositor: Renato Russo
Texto complementar 1: Solução
caseira
Tão logo
fizeram os primeiros contatos na costa brasileira, os portugueses começaram a
carregar suas embarcações com mercadorias extraídas da nova terra para serem
levadas à Europa. Entre elas, o pau-brasil, animais exóticos e... índios. Em
pouco tempo, tornou-se comum encontrar escravos indígenas nas ruas de Lisboa e
arredores, principalmente nos serviços domésticos. Eles também eram vendidos na
Espanha e em seus domínios.
Quando os
portugueses deram início às atividades produtivas no Brasil, a partir da criação
das capitanias hereditárias, decidiram utilizar os índios para o trabalho
escravo. Sem recurso para importar africanos e sem condições necessárias para o
emprego de mão de obra assalariada, os indígenas acabaram sendo a base da
formação da economia colonial.
Transformá-los
em escravos era uma tarefa difícil e arriscada. A presença portuguesa no Brasil
e a ocupação de novas terras dependiam do apoio da população nativa. Para
defender tão vasto território, a Coroa precisava dos índios como aliados militares
contra os concorrentes europeus (especialmente os franceses). Eles também eram
úteis para combater grupos indígenas rivais que atacavam os núcleos coloniais,
além de fornecerem informações e alimentos indispensáveis à sobrevivência em
uma terra mal conhecida. Se a princípio chegou a existir um frágil equilíbrio
entre os índios e portugueses, ele logo se rompeu.
GARCIA,
Elisa Frühauf. Solução caseira. Revista de História da Biblioteca Nacional,
ano 8, n.91, abr.2013.
Texto complementar 2: Como se cria
um país
O Brasil
colonial não nasceu do açúcar, mas do pau-brasil. Foi a famosa madeira, da qual
se extrai um corante, que primeiro deu motivos aos portugueses para se
estabelecerem e explorar a terra a que tinham chegado em 1500. Porém, foi a
introdução da cana-de-açúcar e dos engenhos, com sua tecnologia para a produção
de açúcar, os verdadeiros responsáveis por transformar a colônia três décadas
depois desse primeiro contato. O açúcar foi a madrasta da colonização, que por
quase dois séculos regeu a história econômica, social e política do Brasil. E,
em algumas regiões continua a dominar.
Ao longo
da costa brasileira – primeiro em São Vicente, Pernambuco e Bahia, depois Rio
de Janeiro e em outras áreas – foi no espaço dos engenhos que a sociedade
colonial tomou forma. Nessas verdadeiras indústrias, os brancos eram os donos
das terras e das moendas. Os indígenas e depois os africanos eram a força de
trabalho. E cabiam aos brancos pobres, mulatos, mestiços e libertos os ofícios
intermediários. Até o surgimento de Minas Gerais como força econômica, era
comum dizer que o Brasil era uma “sociedade e civilização do açúcar”.
É fácil
entender por quê. A produção do açúcar cresceu de forma rápida especialmente no
Nordeste. A riqueza estava sendo criada. No fim do século XVII, o lucro que a
colônia dava a Portugal já era 50% maior que o seu custo de manutenção. Esse
período de rápida expansão no século XVI, quando algumas fortunas foram
criadas, foi em função dos altos preços do açúcar no mercado europeu. Já na
década de 1620, guerras e retrações econômicas diminuíram as margens de lucros.
SCHWARTZ,
Stuart B. Doce lucro. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 8,
n.94, jul.2013.
· As Câmaras Municipais e a administração
local: as câmaras municipais da América portuguesa cuidavam dos
negócios públicos locais. Instaladas nas principais vilas e cidades, essas
assembleias eram compostas de vereadores e presididas por um juiz. Seus membros
quase sempre eram grandes proprietários de terras, ricos senhores coloniais, chamados
de “homens bons”. Após o domínio
espanhol, as câmaras municipais perderam parte de sua autonomia administrativa. No século XVII, os juízes, eleitos pelos
homens bons, foram substituídos pelos juízes de fora, nomeados por um conselho
com sede em Portugal. Iniciava-se assim, um período em que as medidas da
metrópole começavam a se chocar com os interesses locais em razão do controle concentrador
da Coroa e da intensificação da exploração colonial, que gerariam diversos
conflitos futuros.
*AULA DIA 05/07: VIMOS CONTEÚDO REFERENTE ÀS PÁGINAS 160, 161, 162, 164 E 165 DO LIVRO DIDÁTICO.
· Comparação entre as capitanias hereditárias e
aspectos feudais: as capitanias hereditárias possuíam alguns traços
feudais na sua estrutura política
(relação entre lotes e feudos), mas sua base econômica apresentava
características não-feudais. A economia
da colônia era determinada pelo comércio internacional e o trabalho nunca
foi predominantemente servil. A produção
voltava-se para a exportação e a mão de obra era basicamente escravista e
exportadora, nem de longe assemelhando-se à economia de subsistência típica
do feudalismo.
*AULA DIA 1°/06: VIMOS TEMÁTICA RELATIVA ÀS PÁGINAS 144 E 145 DO LIVRO DIDÁTICO. PASSAMOS COMO DEVER AS ATIVIDADES 1 E 3 DA PÁGINA 148, PARA DIA 07/06.
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O termo mercantilismo
A Época Moderna, tradicionalmente demarcada
pelo fechamento da rota comercial Europa-Oriente via Constantinopla (1453), é o
período da transição do feudalismo para o capitalismo. Essa sociedade em
transição muda os seus valores e práticas e incorpora novos elementos, trazidos
pela sociedade capitalista. O novo e o velho convivem lado a lado. O velho é a
herança medieval, e o novo é o desenvolvimento do capitalismo. O mercantilismo
é a velha semente que traz em si os códigos fundamentais de uma nova sociedade.
Mas como definir esse mercantilismo?
Mercantilismo é um conjunto de ideias,
seguido de uma prática política e econômica desenvolvida pelos Estados europeus
na Época Moderna, mais especificamente, dos séculos XV ao XVIII.
Com o mercantilismo, os Estados intervêm diretamente na economia, procurando
assegurar o crescimento político e econômico e fortalecer as classes ou grupos
ligados ao Estado. Começa um fenômeno de aproximação entre o rei e a burguesia
comercial.
Essa burguesia das cidades pode financiar a
organização de Estados centralizados, através do surgimento de funcionários
reais remunerados – que exercem funções burocráticas – e da formação de
exércitos nacionais permanentes. O rei, gradativamente, passa a ser detentor do
poder do Estado. Financiando essa sua posição, a burguesia acaba tirando
proveito da centralização política. A fatia da burguesia é garantida pelo rei,
que unifica o sistema tributário, o monetário, extingue as barreiras
alfandegárias internas e protege esse mercado da ação estrangeira. Assim, junto
ao mercantilismo, pode-se observar também a trajetória de crescimento de uma
classe social da maior importância para a Época Moderna e para o advento do
capitalismo, a burguesia.
A burguesia surge das trocas e do comércio
dentro das e entre as cidades, nas caravanas e nas feiras da Idade Média. Aos
poucos, vai acumulando riquezas que lhe permitirão evoluir de uma situação
secundária durante o absolutismo até se tornar detentora do poder econômico e
político, com o advento das revoluções burguesas.
PRODANOV, Cleber Cristiano. O
mercantilismo e a América. São Paulo: Contexto, 1998. P.12-16.
Capitalismo
Sistema
econômico e social predominante na maioria dos países industrializados ou em
fase de industrialização. Neles, a economia baseia-se na separação entre
trabalhadores juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho e a
vendem em troca de salário, e capitalistas, os quais são proprietários dos
meios de produção e contratam os trabalhadores para produzir mercadorias (bens
dirigidos para o mercado) visando à obtenção de lucro. Historicamente, o
capitalismo tem passado por grande evolução. Em sua origem está o empobrecimento
da nobreza europeia, devido aos gastos com as Cruzadas e à fuga dos camponeses
para as cidades (burgos). A partir do século XIII, sobretudo em alguns portos
do Norte da Itália e do mar do Norte, os burgueses passaram a enriquecer,
criando bancos e dedicando-se ao comércio em maior escala, primeiro na própria
Europa e depois no resto do mundo. Além disso, em vez de apenas comprar os
produtos dos artesãos para revendê-los, passaram a criar manufaturas e a
contratar artesãos para produzi-las, substituindo o antigo vínculo de servidão
feudal pelo contrato salarial.
Aumentaram
as oportunidades de trabalho, o volume de dinheiro e o mercado de consumo,
tornando-se necessárias a ampliação e a proliferação de manufaturas. Nos
séculos XVIII e XIX, esse processo provocou, especialmente na Inglaterra, a
Revolução Industrial, com a mecanização das fábricas. A par da formação dos
estados nacionais, também a Reforma, a Revolução Puritana e a Revolução
Francesa foram marcos importantes na luta da burguesia para a conquista do
poder político, que havia pertencido à nobreza durante a Idade Média. No século
XIX, o capitalismo apresentava-se definitivamente estruturado, com os
industriais e banqueiros centralizando as decisões econômicas e políticas, e os
comerciantes atuando como seus intermediários.
SANDRONI,
Paulo (Org.). Novíssimo dicionário de economia. São Paulo: Best Seller, 1987.
P.81.
*AULA DIA 03/05: VIMOS MATÉRIA REFERENTE ÀS PÁGINAS 110 E 111 DO LIVRO DIDÁTICO.
*NA AULA DE HOJE (DIA 1°/03), NÓS TRABALHAMOS A PÁGINA 48 DO LIVRO DIDÁTICO.
Bom dia amores! Sejam muito bem vindos! Espero que todos estejam bem e prontos para mais um ano de muito aprendizado. Abraços...

















































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